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L.G.B.;
73 anos; masculino; IAM recente – há mais de 70 dias – CATE na
ocasião revelando lesões em duas artérias. Submetido a ATC +
implante de “Stent” com sucesso em ambas as lesões. Realizado
ecodopplercardiograma recente detectou-se uma função ventricular
dentro dos limites da normalidade ( F.E. de aproximadamente 0.64).
Solicitada uma gravação eletrocardiográfica dinâmica de 24 horas
– holter de 24 horas – que revelou uma arritmia ventricular
isolada e acoplada de manifestação rara (<2% dos registros) e 3
episódios de TV não sustentadas, sendo todas com 3 complexos - a
mais rápida 128 bpm e a mais lenta com 114 bpm - e curva de
freqüência cardíaca normal para idade associada a uma
variabilidade de RR sem valores conclusivos para interpretação.
Submetido a ECGAR apresentou os seguintes valores compatíveis com a
presença de potenciais tardios: RMS L40 = 10 µV ; LAS = 52 ms e
duração do QRS filtrado e promediado de 110 ms.
Vetor do QRS com 2 parâmetros positivos. LAS = 52 ms e RMS = 10
µV
Comentários
A presença de arritmia ventricular de manifestação freqüente e
sob a forma de TVNS constitui um marcador importante de “morte
súbita” em sobreviventes de IAM. O emprego do ECGAR nestes casos,
em especial se o IAM atingiu parede livre de VE, tem grande
aplicabilidade como método complementar na estratificação de
risco. A ausência de potenciais tardios está relacionada com um
prognóstico bastante favorável. Por outro lado, a sua presença,
como no caso, não constitui indicativo de gravidade, dado o baixo
valor preditivo positivo no método. A complementação na
investigação por estimulação ventricular programada deve ser
considerada.
Discussão
A análise pelo ECGAR para o diagnóstico da presença de potenciais
tardios e a sua correlação preditiva para eventos arrítmicos e
morte súbita é sabidamente baixa (10 a 30%), porém exibe um alto
valor preditivo negativo - evolução em um ano livre de eventos
arrítmicos ditos “malignos” em até 95% dos casos1,2,3,4,5,6,7
& 8. O ECGAR apresenta-se como um método auxiliar seguro, não
invasivo e sobretudo prático para a pesquisa de potenciais tardios
auxiliando na condução clínica dos pacientes portadores de
arritmias cardíacas ventriculares complexas. Mais dois casos de
pacientes submetidos a exames de ECGAR, junto com as referências
bibliográficas poderão ser encontradas na seção “Clínica”
no site da CARDIOS a partir de 1o de junho –
www.cardios.com.br
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