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Terapêutica Vetocardiográfica

Dr. Ivan G. Maia

Pró-Ritmo

Dentro do universo terapêutico utilizado para tratamento das diversas doenças, existem os de "Medicina Alternativa", baratos e populares. No entanto, a terapêutica vetocardiográfica é completamente desconhecida do grande público (e dos médicos).

A vetocardiografia foi muito utilizada até o final da década de 70 para complementação dos estudos eletrocardiográficos. Método especialmente útil no diagnóstico dos infartos com bloqueios de ramo. O processo de ativação atrial e ventricular era estudado de forma tridimensional, posicionando-se seis eletrodos no tórax (sistema Frank), construindo-se alças analisáveis nos planos frontal, sagital e horizontal. Dentro da distribuição dos eletrodos, um era colocado na parte anterior do tórax, quarto espaço intercostal, à esquerda do esterno; outro nas costas, na mesma posição correspondente ao anterior.

Pois bem! Aí começa minha estória.

Corria o ano de 1966, eu trabalhava em Phoenix, Arizona, Hospital do Bom Samaritano. Fazia os métodos não invasivos, especialmente a vetocardiografia.

Um belo dia atendi um caubói: chapéu de abas largas, botas, camisa quadriculada, calça de couro, mascando chicletes, falando pelo canto da boca. Estava desarmado, felizmente. Não lembro seu nome, mas não era Jesse James.

Fiz o VCG, mandei o cara embora, recomendei que voltasse ao ambulatório após sete dias, saber dos resultados do check-up.

A semana passou, lá estava o caubói. Fui recebido com uma grande sorriso.

— Doutor, melhorei muito.

— ???

— Aquela plaquinha que o senhor deixou nas minhas costas fez um bem danado.

— ???

— Peço ao senhor para deixar mais uma semana. Tenho tomado banho evitando molhá-la. As dores desapareceram...

— ???

Quando olhei as costas do herói, lá estava a plaquinha.

Esqueci de retirá-la, o eletrodo das costas. Era realmente uma placa, de prata, eletrodos descartáveis ainda não eram utilizados. Sigilosamente: tentei com outros pacientes. Quem sabe não ganharia o Nóbel. Não deu certo.

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