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A
taquicardia supraventricular é o transtorno do ritmo que
se origina acima da bifurcação do feixe de His. Pode-se
originar no tecido atrial, na junção atrioventricular ou
envolvendo vias acessórias. No primeiro caso destacam-se:
a)
taquicardia sinusal;
b)
taquicardia atrial paroxística;
c)
flutter e fibrilação atriais. Envolvendo a junção
atrioventricular, a reentrada nodal, e quando se
consideram as vias acessórias, a síndrome de
Wolff-Parkinson-White (via acessória com condução
bidirecional) e a reentrada atrioventricular com via
acessória com condução retrógrada exclusiva.
Diagnóstico
Nessa apresentação não serão considerados o flutter ou
a fibrilação atrial por se tratarem de arritmias com
mecanismos e abordagem terapêutica mais complexas.
Clinicamente
a taquicardia supraventricular apresenta-se com
palpitações no peito ou no pescoço (particularmente a
reentrada nodal), de início e término súbitos
desencadeadas aos esforços, emoções ou até mesmo
durante o sono.
A
taquicardia atrial se caracteriza por ritmo regular, com
freqüência atrial que varia entre 110 e 180 bpm, com
ondas P diferentes do ritmo sinusal, precedendo os
complexos QRS.
A
taquicardia por reentrada nodal apresenta ritmo regular,
com freqüência cardíaca entre 120 e 180 bpm. As ondas P
na maioria dos casos não são visíveis devido a
ativação concomitante de átrios e ventrículos. Num
percentual menor (35%) a onda P vem após o QRS (intervalo
RP’ < 70 ms). Em 4% dos casos as ondas P precedem o
QRS, simulando uma onda "q".
A
taquicardia envolvendo via acessória apresenta
freqüências cardíacas mais elevadas (de 140 e 200 bpm).
Caracteriza-se por ritmo regular, com ondas P incidindo no
segmento ST (intervalo RP’ > 90 ms). |