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Fibrilação Atrial no idoso

Dr. Dário C. Sobral Filho / Dra. Márcia Cristina Amélia da Silva
Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Fellow do American College of Cardiology /
Médica Cardiologista do Hospital PROCAPE da Universidade de Pernambuco

A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia de alta prevalência entre idosos chegando aos 10% na faixa acima do 75 anos. Em sua etiopatogenia estão as alterações degenerativas próprias do envelhecimento, as cardiopatias e as co-morbidades que são tão comuns nesses pacientes. Esta arritmia é considerada como um fator de risco independente para morte e acidente vascular cerebral (AVC) aumentando este risco progressivamente com a idade.

 

Em alguns pacientes, a FA pode ser completamente assintomática e descoberta casualmente no eletrocardiograma de superfície realizado como avaliação de rotina, em outros a arritmia pode provocar sintomas leves e inespecíficos como palpitações, fadiga, desconforto torácico, sudorese e poliúria ou dependendo da doença cardíaca de base, pode manifestar-se com sintomas graves como angina, pré-síncope ou edema agudo pulmonar.

 

O rápido controle da freqüência cardíaca é primordial no idoso, especialmente para evitar a deterioração da função ventricular e aliviar os sintomas. Digital, betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio podem ser usados com esta finalidade. Na presença de sinais e sintomas de instabilidade hemodinâmica (confusão mental, torpor, sudorese fria, dispnéia, dor torácica sugestiva de angina e síncope) ou naqueles com freqüência cardíaca muito elevada, a cardioversão elétrica deve ser realizada de imediato.

 

Os pacientes com idade maior ou igual a 75 anos são considerados de alto risco para tromboembolismo e a anticoagulação com warfarin deve ser prescrita, sobretudo naqueles com outros fatores de risco associados, após avaliação individual dos riscos e benefícios desta terapêutica.

 

O uso da ablação por radiofreqüência como proposta de tratamento curativo da FA embora pareça seguro nesta faixa etária, ainda não tem eficácia bem estabelecida.

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Sociedade Internacional de Holter e Eletrocardiografia não Invasiva 

Programa Nacional de Atualização em MAPA e Hipertensão
Atualizado em 16/05/2007