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A
Síndrome de Brugada é uma patologia genética com características
clínicas e electrocardiográficas peculiares. Clinicamente observa-se
eventualmente a presença de antecedentes familiares de morte súbita ou
síncope em familiares de primeiro Grau, menores de 40 anos e elevada
tendência a aparição, principalmente durante o repouso noturno, de
episódios de taquicardias ventriculares polimórficas muito rápidas que
podem ser auto-limitados ou degenerar para fibrilação ventricular e
conduzir respectivamente a síncope ou a morte súbita.
A entidade é mais freqüente em adultos jovens, do sexo masculino e de
etnia asiática, ocorrendo necessariamente na ausência de cardiopatia
estrutural ou funcional aparentes e não relacionada à isquemia,
desequilíbrio eletrolítico, efeito de fármacos ou fatores externos como
compressão externa na via de saída do ventrículo direito.
Desde o primeiro consenso, se descrevem três padrões de alterações da
repolarização ventricular nas precordiais direitas (V1-V2) ou na parede
antero-septal (V1-V3) conhecidos como tipos 1, 2 e 3. Somente o tipo 1
tem o diagnóstico da síndrome.
Depois de analisar uma extensa série de 41 casos portadores de padrão
eletrocardiográfico tipo 1 na forma espontânea ou depois de prova
farmacológica provocativa, acreditamos ser oportuno subdividir este tipo
em três subtipos, por entender que poderia representar alguma
importância para o diagnóstico eletrocardiográfico. |