Institucional

Científico

Índice
- Editorial
- Grandes Temas
- Tecnologia
- Lançamento
- Notícias Cardios
- Para Pensar...
- Agenda
- Cursos
Jornal - Edições anteriores
Publicações
Jornal via Correio
Notícias
Eventos
Representantes
Contato
ISO 9001:2000
Mapa do Site

Comercial

Morte Súbita

Prof. Dr. Antonio Bayes de Luna
Professor de Cardiologia a Universidade de Barcelona - Espanha

 

A morte súbita - MS é um dos desafios mais importantes da cardiologia moderna, tanto pelo número de casos em que acontece, só nos Estados Unidos superam os 300.000 por ano, quanto pelas repercussões sociais que a acompanham.


Embora existam casos em crianças e adolescentes, na maioria das ocasiões se apresenta depois dos 35-40 anos.


A Cardiopatia Isquêmica - CI, é a doença mais freqüente nas estatísticas anglo-saxões, chegando a estar presente em 80-90% dos casos. No entanto, no estudo Eulália realizado em Espanha, estudando os corações dos pacientes que faleceram subitamente, se demonstrou que a incidência de CI era muito menor, (em torno de 60%), enquanto era mais freqüente a presença de hipertensão arterial que nos países anglo-saxões.


Dentre os pacientes que faleceram com MS e apresentavam CI, também o estudo Eulália demonstrou que o número de casos de Infarto Apical de Miocárdio era menor ao publicado nos estudos anglo-saxões, especialmente pelo grupo R. Virmoni. Isto evidencia que a MS apresenta características diferentes nos países anglo-saxões e nos do Mediterrâneo. Nesta região parece ser menos importante o colesterol, MS por CI, e mais freqüente a hipertensão e HVE, segundo estes estudos.


Por outro lado, a maioria de casos de MS se associa a falho ventricular ou insuficiência cardíaca (IC) devida principalmente a CI ou a outras causas.


A fim de buscar marcadores prognósticos de MS em pacientes com IC realizamos na Espanha um estudo de seguimento de 1000 pacientes com IC durante 3 anos denominado Estudo MUSIC, (MUerte Súbita na IC).


Os resultados preliminares deste estudo mostram o seguinte:
1. A MS é mais freqüente em pacientes que apresentam Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) ou Fibrilação Atrial (FA). A associação de ambos aumenta mais ainda o risco de MS.
2. Os pacientes com antecedentes de infarto de miocárdio (IM) tem pior prognóstico.
3. A presença de anemia e insuficiência renal agrava também o prognóstico.
4. A presença isolada de dilatação de átrio esquerdo à ecocardiografia, e principalmente quando está associada a FA, é um elemento negativo importante. Naturalmente isto é mais evidente quando a fração de ejeção é muito baixa.
5. Valores do pro-BNP altos também tem um efeito adverso.
6. Pela primeira vez foi demonstrado que um marcador plasmático do procolágeno, que é um marcador de fibrose, está aumentado nos casos de MS.
7. Por último, existem numerosos marcadores eletrofisiológicos detectados pelo Holter, (HRV, HRT, etc.), que tem valor preditivo na MS.


Estamos portanto agora em melhores condições de poder saber que doentes com IC apresentarão maior risco de MS. Isto é muito importante na hora de tomar decisões terapêuticas, como por exemplo, a implantação de um cardio desfibrilador implantável, CDI.

Matéria completa

Sociedade Internacional de Holter e Eletrocardiografia não Invasiva 

Programa Nacional de Atualização em MAPA e Hipertensão
Atualizado em 23/11/2007