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A
decadência do Império Romano gerou uma grande crise econômica na Europa,
prejudicando a produção e o comércio do vinho em prol do cultivo de
alimentos. Ele já não era mais armazenado da forma correta, perdendo a
qualidade que os vinhos antigos possuiam. Mas seu ressurgimento não
tardaria. Uma grande instituição asseguraria seu futuro: a Igreja
Católica.
Com a conversão do imperador Constantino ao cristianismo,
a Igreja
Católica começou a ganhar força e estabelece-se como grande proprietária
de terras. Mas a base de tudo estava em uma associação simbólica: o
vinho era o sangue de Cristo! Na Alemanha, a cerveja chegou a ser
banida, considerada pagã e bárbara, enquanto o consumo de vinho era
visto como civilizado e um sinal da conversão à nova religião.
Vários mosteiros, que eram recantos de paz e meditação,
tornaram-se grandes produtores de vinho, principalmente nas regiões
francesas de Borgonha e Champagne.
O vinho também se enveredou na área médica, onde se
acreditava que sendo aromatizados, possuiam propriedades curativas. Com
o aprimoramento das receitas, outros tipos além do tinto surgiram, como
o branco, o rosé e os espumantes.
E
a partir do século XIII, com as cruzadas e depois com as batalhas pelo
comércio marítimo, o vinho ganha a América!
Não perca nas próximas edições do Jornal a continuação
desta História. |