|
A história
clínica é a base do diagnóstico, classificação, estadiamento e
prognóstico das doenças genéticas que cursam com morte súbita cardíaca (MSC),
que podem ocorrer em jovens, e muitas vezes ser sua primeira e única
manifestação.
O
heredograma, evidencia as conexões familiares do paciente, quantos
faleceram de MSC, o grau de parentesco, permitindo inferir a penetrância
genética da doença.
A
investigação da história familiar deve compreender no mínimo três
gerações, sendo que nos familiares recuperados de morte súbita residem
as maiores chances de diagnóstico.
No entanto,
somente a história familiar não é suficiente para definir a conduta, por
exemplo, como valorizar um familiar morto por afogamento ou acidente
automobilístico (sem envolvimento de terceiros) não presenciado, ou as
mortes súbitas familiares em pacientes que possuem parentes com doença
de Chagas?
Pacientes
com coração normal e familiar de primeiro grau vítima de morte súbita
apresentam risco relativo anual de 1,6 a 1,8. Naqueles com MS materna e
paterna, esse risco é 9 vezes maior. Em famílias com história de morte
súbita inexplicada, a avaliação dos parentes de primeiro e segundo grau
permitiu diagnóstico de doença hereditária em 22% delas, onde a TV
polimórfica catecolaminérgica, síndrome do QT longo congênito, displasia
arritmogênica de ventrículo direito, síndrome de Brugada, e
cardiomiopatia hipertrófica foram as mais freqüentes.
Nas
diretrizes da ACC/AHA/ESC para MSC cada doença tem sua evidência
específica, correlacionando a MSC familiar com o risco do paciente em
análise. |