Entre os séculos XII e XIII, o vinho constitutiu o
principal produto exportado. No entanto a luta pela reconsquista do
território europeu, pela Igreja Cristã ante os mouros, culminou na
destruição de muitas vinhas. Somente com a instalação das Ordens
religiosas "militares" como os Templários, Santiago da Espada e Cister o
cultivo das vinhas foi retomado de forma mais abrangente. Principalmente
em Portugal, a cultura do vinho ganhou grande importância, ficando
conhecida em toda a Europa, aumentando assim sua exportação.
Mas foi entre os séculos XV e XVI que o vinho se
aventurou pelos grandes mares. A expansão do território português com
suas naus e galeões, fez do vinho um dos principais produtos
comercializados. A técnica do envelhecimento do vinho em barris ou
tonéis começou por acaso. A duração e as condições climáticas das
viagens marítimas proporcionavam ao vinho o armazenamento necessário
para seu envelhecimento. Anos mais tarde é que técnicas e materiais para
o armazenamento do vinho seriam aprimorados.
As
grandes expedições colonizadoras levaram o vinho a outros continentes.
Foi Cristóvão Colombo que trouxe as vinhas para a América em 1493 e
estas se espalharam pelas colônias portuguesas e espanholas. As vinhas
se aclimataram e forneceram uma nova gama de sabores e texturas. No
Brasil, as primeiras videiras foram trazidas da Ilha da Madeira em
Portugal por Martim Afonso de Souza e plantadas por Brás Cubas,
primeiramente no litoral paulista e depois na região do Tatuapé na
cidade de São Paulo.
Não perca nas próximas edições do Jornal a continuação desta
História.