Começamos
este capítulo da "História e Cultura do Vinho" com uma analogia: "O
Vinho é como Canário em mina de carvão".
Você sabia que nas minas de carvão localizadas na
Europa, há sempre um canário junto aos mineiros? Isso porque o canário é
o primeiro sinal indicativo de perigo para os mineiros. Ele, por ser
muito frágil, é o primeiro a sentir os efeitos dos gases tóxicos que se
acumulam nas minas e o primeiro a morrer.
O vinho é o nosso canário.
Sua cultura dependente de estações bem definidas com níveis de chuva e
temperatura adequados para a maturação e colheita das uvas.
No ano de 2007 registrou-se a mais baixa colheita
desde 1957 na Europa e uma das principais causas dessa diminuição foi a
mudança climática que causou, além da proliferação de pragas em algumas
regiões, a antecipação da colheita em 10 a 20 dias em relação às datas
tradicionais.
Para se conseguir um vinho de boa qualidade, a
videira deve ser livre de doenças e pragas
e plantada em solo trabalhado para a correção dos níveis de acidez e
adubação.
A colheita não é uma tarefa tão simples, pois depende
da maturação das uvas. Colher antes da hora pode causar acidez em
demasia enquanto que a colheita tardia pode causar um alto teor
alcoolico e de açúcar. Mas para cada tipo de vinho há um período correto
de colheita: para os vinhos brancos as uvas não devem ser excessivamente
maduras, pois necessitam preservar um pouco de acidez para
assegurar-lhes o frescor. Já os vinhos tintos precisam de uvas
extremamente maduras para manter o teor alcoólico alto, a textura e cor
que lhes são característicos.
A mudança climática que estamos presenciando em todo
o mundo está fazendo com que os produtores de vinho comecem a repensar e
adequar seus processos de produção para obterem no final um produto
similar aos que costumavam produzir. Forçando até, a cultivarem outras
variedades até então exclusivas de certas regiões.
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História.
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