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Holter no IAM
Avaliação e estratificação
de Risco
IV Diretriz* da SBC para
tratamento no Infarto Agudo de Miocárdio
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Fábio Sândoli de Brito
Diretoria de Qualidade da Sociedade Brasileira de Cardiologia
Central Brasileira de Holter - Diretor |
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A eletrocardiografia ambulatorial, sistema Holter,
graças à evolução tecnológica na última década, permite a avaliação
prolongada dos padrões eletrocardiográficos de pacientes, com a
possibilidade da detecção, classificação e quantificação dos vários
tipos de arritmias, em especial, as ventriculares, detecção e
quantificação das elevações e depressões do segmento ST, fornecendo
dados sobre a existência de isquemia espontânea e carga isquêmica total
e finalmente, os cálculos e os parâmetros da variabilidade da frequência
cardíaca (VFC), informando sobre o estado da modulação autonômica do
coração.
Assim, o Holter, exame não invasivo, de fácil
execução e de baixo custo, permite uma avaliação da existência de
isquemia residual e informa sobre o substrato arritmogênico, duas das
condições que, associadas ao grau de disfunção ventricular esquerda,
representam os pilares determinantes do prognóstico futuro para os
pacientes pós-infarto. (1)
O objetivo de se estratificar o risco nesta população
é a identificação do grupo que está sob alto risco de apresentar um
desfecho adverso como uma arritmia fatal e então reduzir ao máximo estes
eventos através de intervenções. Idealmente, estes pacientes deveriam
fazer um ou mais testes combinados, com elevada sensibilidade e alto
poder preditivo positivo a fim de que um número mínimo de pacientes
fosse submetido desnecessariamente a qualquer tipo de tratamento ou
intervenção.
A monitorização eletrocardiográfica ambulatorial pelo
sistema Holter, com finalidades de estratificação de risco, pós-infarto
do miocárdio, deve usualmente ser realizada antes da alta hospitalar
entre o sexto e o décimo dias de evolução.
Recomendações para utilização da monitorização
eletrocardiográfica ambulatorial, no pós-infarto do miocárdio, para
avaliação de sintomas, estratificação de risco e avaliação de
terapêutica antiarrítmica.
Classe I
· Síncope (nível C)
. Palpitações ( nível C)
· Estratificação de risco para arritmias graves, morte súbita e morte
cardíaca em paciente pós-infarto com disfunção de ventrículo esquerdo
(fração de ejeção < 35%) (nível A)
· Pré-síncope ou tonturas (nível C)
· Avaliação de terapêutica antiarrítmica em pacientes em que a
frequência e reprodutibilidade da arritmia, são suficientes para
permitir conclusões sobre eficácia. (nível A)
Grau 2a
· Síncope, pré-síncope, tontura ou palpitações onde causa não arrítmica
provável tenha sido identificada, mas com persistência de sintomas
apesar do tratamento desta causa. (nível C)
· Recuperados de parada cardiorrespiratória. (nível C)
· Detecção de respostas pró-arrítmicas em pacientes com arritmias de
alto risco, sob terapêutica farmacológica. (nível A)
· Detecção de isquemia silenciosa pós-trombólise, se não está
disponível, estudo cinecoronariográfico. (nível A)
· Estudo da Variabilidade da FC em pacientes com disfunção do ventrículo
esquerdo. (nível A)
Grau 2b
· Episódios paroxísticos de dispnéia, dor precordial ou fadiga que não
são explicadas por outras causas (nível C).
· Detecção de isquemia silenciosa e carga isquêmica no pós-infarto
(nível A)
· Avaliação de controle da FC em pacientes com fibrilação atrial. (nível
A)
· Avaliação da Variabilidade da FC em paciente pós-infarto agudo do
miocárdio com função ventricular esquerda normal. (nível A)
Grau C
· Avaliação da Variabilidade da FC em pacientes com fibrilação atrial ou
marcapasso. |
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Sociedade Internacional de Holter e Eletrocardiografia não Invasiva |
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