As
alterações estruturais e funcionais do sistema circulatório que ocorrem
no envelhecimento facilitam o desenvolvimento de doenças
cardiovasculares que podem tornar o envelhecimento mal-sucedido.
De fato, o
envelhecimento se acompanha do aumento da incidência morbidade,
mortalidade e piora da qualidade de vida relacionadas às doenças
cardiovasculares.
O idoso é
mais vulnerável e apresenta comportamentos heterogêneos e peculiares,
pois sofre a influência de fatores sociais, econômicos, ambientais e das
co-morbidades.
Consequentemente, para o idoso com cardiopatia, recomenda-se avaliação
diferenciada e intervenções individualizadas, levando em consideração os
limites das diretrizes.
Apesar das
intervenções serem acompanhadas de riscos maiores, elas não devem ser
sonegadas em função apenas da idade do paciente.
As condutas
devem levar em conta múltiplos aspectos como: biológicos, psicossociais
e as expectativas do paciente e de sua família.
A proporção
de indivíduos com mais de 65 anos vem aumentando.
A incidência
de doenças cardiovasculares aumenta dramaticamente com o envelhecimento
e representam importante causa de morbidade, mortalidade e pior
qualidade de vida em idosos.
A Doença
Arterial Coronária, DAC, é considerada pela OMS a primeira causa isolada
de morte no mundo e este índice tende a aumentar em cerca de 50% nos
próximos 20 anos.
Apesar da
importância da doença cardiovascular nos idosos, faltam grandes estudos
direcionados a esta população.
Os idosos
representam uma parcela expressiva dos pacientes que procuram
atendimento cardiológico e suas características precisam ser bem
conhecidas, principalmente porque os efeitos do envelhecimento sobre o
aparelho cardiovascular alteram os conceitos de normalidade atribuídos à
população mais jovem.
O
envelhecimento produz progressivas alterações cardíacas estruturais e
funcionais. Desse modo torna-se importante para a prática clínica o
conhecimento das peculiaridades das doenças cardiovasculares nos idosos.
O
envelhecimento exerce quatro influências básicas sobre as doenças
cardiovasculares: aumenta a vulnerabilidade, promove comportamentos
heterogêneos e peculiares, impõe avaliação diferenciada e recomenda
intervenções individualizadas.