4º Prêmio Cardios em 

Eletrocardiologia não-Invasiva

21º Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas - 2004

Extrassístoles atriais bloqueadas como mecanismo de pausas em análise de 26.600 exames de Holter de 24 horas

Eduardo Rodrigues Bento Costa, Érika Olivier Vilela Bragança, Andreza Chaguri

Introdução: 

Procurar identificar características que pudessem sugerir a presença de Extrassístoles Atriais Bloqueadas como mecanismos de pausas ao Holter de 24 Horas.

 
Materiais e métodos:

Através de levantamento retrospectivo de 26.600 gravações de Holter de 24 Horas, foram identificados 1.429 exames com pausas patológicas (5,4%), das quais 1.263 tiveram seu mecanismo esclarecido.

As pausas foram definidas como: 
1. BAV: pausas causadas por bloqueio AV do 2º ou 3º grau;

2. FA: pausas causadas por distúrbio da condução AV frente à fibrilação/flutter atrial;



3. Sinusal: distúrbios do automatismo sinusal ou bloqueio sino-atrial;



4.
ESABloq: pausas causadas por extrassístoles atriais bloqueadas; 





5. PósExtr: pausas pós extrassistólicas; 
6. Misto: pausas causadas por mais de um mecanismo. 

Procurou-se identificar dentre as variáveis sexo, idade, número de extrassístoles supraventriculares (ESVs), número de taquicardias supraventriculares (TPSVs), duração da pausa máxima (PMáx) e presença de pausa acima de 2,0 segundos (PMaior2), aquelas características que pudessem indicar a presença de ESABloq como a causa das pausas.

Resultados:

O grupo ESABloq representou 25,9% das causas identificáveis de pausas. Quando o grupo ESABloq foi comparado aos demais grupos observou-se:

1.  I
dade mais avançada em relação ao grupos BAV e Sinusal (61,64 ± 18,9 vs 50,31 ± 21,78 e 52,17± 18,24 anos, respectivamente, p<0,05), não havendo diferença em relação aos demais grupo (p=NS);



2. Número significativamente maior de ESVs em relação aos demais (p<0,05) e equivalente em relação ao grupo PósExt;



3. Maior número de TPSVs em relação ao grupo BAV (52,29 vs 13,54, p=0,0335);



4. Menor incidência de PMaior2 que os demais grupos (p<0,001);



5. PMáx menores que dos outros grupos (p<0,05);



6. Não houve diferença entre os grupos em relação ao sexo.

Conclusão:

As ESABloq apresentaram PMáx com menor duração, menor incidência de Pmaior2, maior número que ESVs e de TPSVs em relação ao demais grupos.

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