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Raatikainen
MJ, Jokinen V, Virtanen V, Hartikainen J, Hedman A, Huikuri HV; CARISMA
Investigators. |
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| Arritmias cardíacas e estratificação de risco após infarto agudo do miocárdio (CARISMA) é um estudo multicêntrico prospectivo desenhado para documentar a incidência de arritmias cardíacas após infarto agudo do miocárdio (IAM), e analisar a acurácia preditiva de vários marcadores de risco para arritmias. Nesse subestudo do CARISMA, a alternância da onda T em microvolts (AOT) foi analisada com um equipamento específico 6 semanas após o IAM durante esforço em bicicleta, marcapassamento atrial (A), e estimulação ventricular e atrial (V+A) em 80 pacientes com fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) <40%. A concordância entre os resultados dos testes foi determinada pela proporção de concordância total e teste Kappa. AOT sustentada foi observada em 24, 25, e 50% dos pacientes durante teste de esforço, marcapassamento A, e marcapassamento A+V, respectivamente. O número de AOT indeterminada foi significativamente menor durante marcapassamento V+A (n=7) do que teste de esforço (n=34). A taxa de concordância da AOT foi 71% entre esforço e marcapassamento V+A (Kappa= 0.53, P = 0.001), 79% entre esforço e marcapassamento A (kappa= 0.54, P < 0.001), e 95% entre as duas modalidades de marcapassamento (kappa= 0.89, P < 0.001). pacientes com AOT positive em todos os testes apresentavam baixa FEVE (28 +/- 7% vs 35 +/- 9%, P < 0.01) e maior dispersão do QT (99 +/- 44 ms vs 67 +/- 38 ms, P < 0.01) do que aqueles com resultados inconsistentes. O baixo número de testes indeterminados e a alta concordância entre os testes indicam que o marcapassamento V+A promove significado valioso para analisar a AOT em pacientes que não podem completar o teste de esforço. | ||
| Comentários | ||
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A
alternância de onda T é um estratificador de risco interessante para
pacientes pós-infarto considerados para implante de CDI. Especialmente no
estudo DINAMIT houve benefício do implante precocemente pós-infarto, há
a necessidade de se desenvolver métodos de estratificação de risco que
possa auxiliar na identificação de risco de pacientes pós-infarto na
fase precoce. Os autores realizaram um estudo metodológico importante
comparando a AOT no esforço e marcapassamento. Eles concluíram que o
marcapassamento promove menor probabilidade de testes indeterminados, o
qual é um problema comum nos protocolos de esforço. A maior limitação
do protocolo de marcapassamento é a sua natureza invasiva e as lacunas
nas evidências de associação clara com a evolução. Provavelmente o
estudo CARISMA com acompanhamento em longo prazo irá fornecer respostas
sobre esta questão. |
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Wojciech
Zareba, MD, Rochester , NY |