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Casos Clínicos
Caso 01

Eu gostaria de perguntar sobre uma garota de 4 anos, com Cardiomiopatia Dilatada, sintomática (classe II-III NYHA) com depressão grave da FEVE, menor que 30%, sob tratamento com furosemida, espironolactona, captopril e carvedilol, síndrome de Wolff-Parkinson-White e arritmia sinual simples (provável disfunção do nó sinusal). É possível considerar o implante de um dispositivo elétrico para melhorar sua disfunção ventricular esquerda?


Obrigado,

Dr Pedro de la Paz
Cardiologista Pediatra
Matanzas
Cuba

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Caso 02

Caros colegas do simpósio de TRC:

Muito interessantes os debates, felicidades aos organizadores do fórum.

Quero compartilhar com vocês o seguinte caso:

Há 15 dias atendi mulher acima de 60 anos previamente hígida até cerca de três meses, quando começa a sentir palpitações sustentadas e fraqueza aos esforços leves. Ao exame, ritmo de galope, sem estertores crepitantes, FC: 110x minuto, PA: 120/80 mmHg e ao ECG pre-excitação ventricular (de possível localização anterior direita). Classe funcional 3 de NYHA. Na anamnese sem antecedentes pessoais de angina, nem dispneia súbita pensando em cardiopatia isquêmica, tampouco crises de palpitações de início e término súbito ou outras que nos façam pensar em TPSV por via acessória. No ECO transtorácico: Diâmetro diastólico de VE 68mm, insuficiência mitral moderada, FEVE <35%.

Considero que não se pode descartar isquemia, nem taquimiocardiopatia secundaria a taquicardia ortodrômica como causa do quadro clínico.

Independentemente da causa a hemodinamica da paciente se beneficiaria muito com controle farmacológico da FC: mas a digoxina, amiodarona, bloqueadores de canais de cálcio (verapamil) e betabloqueadores estão se a suspeita é taquicardia por reentrada atrioventricular.

Segundo alguns autores os betabloqueadores além de diminuir a Velocidade de condução do NAV, pode diminuir também a velocidade de condução da via, por tanto talvez possam fazer menos mal dentre as opções medicamentosas, e também me embaso em estudos que demonstram beneficio de beta bloqueio na sobrevivência de pacientes com IC e FEVE severamente deprimida. Por outra lado os anti-arrítmicos classe para IC também estão proscritos pela má função ventricular

A paciente nestes momentos se encontra em avaliaçãoo.

Em um caso atípico. Que me aconselham?

Cordialmente

Alberto Morales Salinas. Cuba
Cardiologista

cardioams@yahoo.es

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Atualizado em 16/03/2009