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Caros
colegas do simpósio de TRC:
Muito
interessantes os debates, felicidades aos organizadores do fórum.
Quero
compartilhar com vocês o seguinte caso:
Há 15 dias
atendi mulher acima de 60 anos previamente hígida até cerca de três
meses, quando começa a sentir palpitações sustentadas e fraqueza aos
esforços leves. Ao exame, ritmo de galope, sem estertores crepitantes,
FC: 110x minuto, PA: 120/80 mmHg e ao ECG pre-excitação ventricular (de
possível localização anterior direita). Classe funcional 3 de NYHA. Na
anamnese sem antecedentes pessoais de angina, nem dispneia súbita
pensando em cardiopatia isquêmica, tampouco crises de palpitações de
início e término súbito ou outras que nos façam pensar em TPSV por via
acessória. No ECO transtorácico: Diâmetro diastólico de VE 68mm,
insuficiência mitral moderada, FEVE <35%.
Considero
que não se pode descartar isquemia, nem taquimiocardiopatia secundaria a
taquicardia ortodrômica como causa do quadro clínico.
Independentemente da causa a hemodinamica da paciente se beneficiaria
muito com controle farmacológico da FC: mas a digoxina, amiodarona,
bloqueadores de canais de cálcio (verapamil) e betabloqueadores estão se
a suspeita é taquicardia por reentrada atrioventricular.
Segundo
alguns autores os betabloqueadores além de diminuir a Velocidade de
condução do NAV, pode diminuir também a velocidade de condução da via,
por tanto talvez possam fazer menos mal dentre as opções medicamentosas,
e também me embaso em estudos que demonstram beneficio de beta bloqueio
na sobrevivência de pacientes com IC e FEVE severamente deprimida. Por
outra lado os anti-arrítmicos classe para IC também estão proscritos
pela má função ventricular
A paciente
nestes momentos se encontra em avaliaçãoo.
Em um caso
atípico. Que me aconselham?
Cordialmente
Alberto
Morales Salinas. Cuba
Cardiologista
cardioams@yahoo.es |