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O MAPA no controle terapêutico nas 24h
Paciente: MM, 65 anos,
Branco, Comerciante. Caso: Sabe ser hipertenso, hipercolesterolêmico e hiperuricêmico há aproximadamente 15 anos. Assintpmático, em uso regular de antagonista de cálcio, inibidor de enzima de conversão da angiotensina e hipolipemiante. Exame físico apresenta ritmo cardíaco regular, sopro sistólico em foco mitral ++/6+. IMC = 29,3 kg/m2. Pressão arterial em consultório (média de várias medidas) = 218 x 97 mm hg. Fundo de olho grau II. ECG com HVE.
Após o exame anterior foi acrescentado beta bloqueador visando melhor controle da pressão. Porém, o paciente continuou apresentando, em consultório, pressão arterial de 196 x 94 mm Hg.
Comentários: A grande maioria dos atendimentos médicos em nosso país se dá no período compreendido entre 13 h e 18 h. A maior parte dos medicamentos utilizados em dose única diária é administrada entre 7 h e 9 h. Considerando-se que o momento de pico de ação desses medicamentos se faz entre 4 h e 8 h após sua ingestão é possível observar-se o que está demonstrando esse caso clínico apresentado. Trata-se de um paciente que apresenta PA controlada no consultório quando a medicação está no momento de pico, porém esse controle não se sustenta durante as 24 horas. Em indivíduos sabidamente hipertensos que, embora tenham a pressão controlada em determinados períodos, apresentam quadro sugestivo de inadequado controle pressórico há que se investigar pela MAPA se o controle está apropriado nas 24 horas.
ncanador
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