Equipamentos Avançados em Holter e MAPA

8º Prêmio Cardios

 

8º Prêmio Cardios em

Eletrocardiografia Dinâmica

Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas - 28.11.2001

 
 
Estimulação Colinérgica com piridostigmina reduz arritmia ventricular e aumenta variabilidade da freqüência cardíaca em insuficiência cardíaca
 
Alice Behling, Ruy S. Moraes, Elton L. Ferlin, Nadine Clausell, Luis E. P. Rohde, Thaís C. Grazziotin, Murilo Foppa, Jorge P. Ribeiro, Antonio C. L. Nóbrega
  

 

Serviço de Cardiologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Departamento de Fisiologia, Universidade Federal Fluminense; Porto Alegre e Niterói, Brasil.
 
Introdução

Aumento da densidade de arritmia ventricular e modulação vagal reduzida estão associados com risco de morte súbita e mortalidade total em insuficiência cardíaca. Nós temos previamente demonstrado que inibição colinérgica com brometo de piridostigmina (PIR) aumenta modulação vagal pelo nodo sinusal em indivíduos normais, reduzindo a freqüência cardíaca e aumentando a variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) em 24-h (Reis e coll. J Am Coll Cardiol 1998;31:407C).


 
Objetivos

Testar a hipótese de que a administração a curto prazo de piridostigmina reduz a densidade de arritmia ventricular e aumenta a variabilidade da freqüência cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca.


 
Métodos

Pacientes com insuficiência cardíaca e em ritmo sinusal participaram de um estudo duplo-cego, cruzado, randomizado para placebo e piridostigmina (30mg VO de 8 em 8 horas por 2 dias). Monitorização eletrocardiográfica ambulatorial de 24 horas foi realizada para análise de arritmia e para avaliação dos índices do domínio do tempo da variabilidade da freqüência cardíaca. Visto que, nós  demonstramos que arritmias ventriculares podem afetar a análise da VFC (Rhode e col Am Heart J 1998;136:31), pacientes foram separados em 2 grupos, de acordo com a densidade de arritmia ventricular. O grupo Arritmia (n = 11) incluiu pacientes com mais de 10 extrassístoles ventriculares por hora (ESV/h), e o grupo Variabilidade da Freqüêcia Cardíaca (n = 12) incluiu pacientes com um número de ESVs em 24 horas que não excedia 1 % do número total de intervalos RR.


 
Resultados

A tabela  1 descreve as características clínicas e demográficas dos pacientes de todos os 20 pacientes incluídos neste estudo, bem como dos grupos Arritmia e VFC. Nos 11 pacientes do grupo Arritmia, PIR resultou em uma redução de 65% no número de extrassístoles ventriculares (Placebo 266 + 56 ESV/h vs. PIR 173 + 49 ESV/h; p = 0,03). Os dados individuais das ESV/ hora dos pacientes em uso de PLA e PIR estão ilustrados na Figura 1.  Nos 12 pacientes do grupo da Variabilidade da Freqüência Cardíaca, a administração de PIR resultou em um aumento do intervalo RR médio (Placebo 733 + 22 ms vs PIR 790 + 33 ms; p = 0,01), e nos índices do domínio do tempo da variabilidade da freqüência cardíaca PNN50 (Placebo 3 + 1,1 % vs PIR 6 + 1,6 %; p = 0,03) e RMSSD (Placebo 21 + 2 vs PIR 27 + 3; p = 0,008).  Os valores individuais dos índices do domínio do tempo de curto prazo com PLA e PIR estão ilustrados na Figura 2.


 
Tabela 1. Características clínicas e demográficas de todos os pacientes, assim como dos grupos da VFC e Arritmia

 

 

 

Figura 1. Dados individuais (·) de extrassístoles ventriculares por hora; média geométrica e       erro padrão da média dos 11 pacientes do Grupo Arritmia após piridostigmina e placebo; (* p=0,026).

 

 

 

 

Figura 2. Dados individuais (·) do índice PNN50 (acima) e RMSSD (abaixo) com PLA e PIR; média geométrica e erro padrão da média dos 12 pacientes do Grupo VFC (*p=0.03 para PNN50 e p=0,008 para RMSSD).

 

 

Conclusão

Em pacientes com insuficiência cardíaca, PIR reduziu a densidade de arritmia ventricular e aumentou a VFC, provavelmente por seu efeito colinomimético. Estudos a longo prazo com PIR em insuficiência cardíaca devem ser realizados.


Av. Paulista, 509 - 1º andar - CEP 01311-910 - Paraiso - São Paulo / SP - Tel: 3883-3030

Web |