Equipamentos Avançados em Holter e MAPA

9º Prêmio

 


 

9º Prêmio Cardios em Eletrocardiografia Dinâmica

57º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia - Setembro 2002 
Variabilidade da freqüência cardíaca pós-infarto do miocárdio avaliada pelo mapa de retorno tridimensional: reprodutibilidade e correlação com os
índices no domínio do tempo 
 
Dário C. Sobral Filho,  Sérgio Tavares Montenegro,  Waldomiro Carlos Manfroi, 
Elton L. Ferlin,  Jorge Pinto Ribeiro e Ruy S. Moraes
Hospital Universitário Oswaldo Cruz - UPE   Recife/PE
Serviço de Cardiologia Hospital de Clínicas - UFRGS   Porto Alegre/RS
Brasil

 
 
   Introdução


Os índices da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC) no domínio do tempo refletem a modulação vagal sobre o nó sinusal (Polanczyk, et al. Eur J Appl Physiol 1998) e estratificam risco cardiovascular de pacientes pós-infarto do miocárdio (IM).

 
A análise da VFC pelos índices do mapa de retorno tridimensional de freqüência cardíaca (MR3D) refletem tanto a modulação vagal como a simpática, apresenta boa reprodutibilidade e boa correlação com os índices da VFC no domínio do tempo, em indivíduos saudáveis e em portadores de diabete melito ( Moraes, et al. Auton Neurosc 2000).

A reprodutibilidade dos índices do MR3D e sua correlação com os índices da VFC no domínio do tempo, em pacientes pós-IM, são desconhecidas. 
 
 
Material e Métodos
Foram realizados exames de Holter de 24 horas por dois dias consecutivos em 83 pacientes pós-IM não complicado, antes da alta hospitalar.

Para este fim foram utilizados gravadores de Holter Dýnamis de 3 canais, mais um canal de tempo digital, de fabricação da Cardios.

Foram calculados a média dos intervalos RR (RRMED) e os índices da VFC no domínio do tempo SDNN, SDANNi, RMSSD e PNN50. Os mapas de retorno tridimensionais foram construídos plotando RRn versus [(RRn+1)-(RRn)] versus o número de contagens.

 
Foram calculados os índices de quantificação P1, P2, P3 e MN.

 
Para avaliar a reprodutibilidade dos índices da VFC foi calculado o coeficiente de correlação intraclasse. A correlação entre os índices do MR3D e os índices da VFC no domínio do tempo foi calculada pelo coeficiente de correlação de Pearson (p<0.01).
 
 
Resultados

O índice P1 do MR3D, que reflete a modulação simpática sobre o nó sinusal, apresentou correlação apenas moderada com os índices da VFC no domínio do tempo.

O índice P2 correlacionou-se fortemente com os índices SDNN (0,97) e SDANNi (0,94).

O índice P3, correlacionou-se fortemente com os índices PNN50 (0,94) e RMSSD (0,94).

O índice MN, que é um índice global, correlacionou-se com os índices de longo e de curto prazo.

Os índices do MR3D apresentaram os seguintes coeficientes de correlação intraclasse P1 = 0,83; P2 = 0,90; P3 = 0,89; MN = 0,94.
 

 

 

Nos pacientes pós-IM, a VFC avaliada pelos índices do MR3D apresenta boa reprodutibilidade e boa correlação com os índices da VFC no domínio tempo.

 
O fato do índice P1 do MR3D refletir a modulação simpática e os índices da VFC no domínio do tempo serem mais afetados pela modulação vagal talvez explique a menor correlação entre eles.
 

 


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