Equipamentos Avançados em Holter e MAPA
Científico

Valores de referência para MAPA e MRPA baseados em estudos prospectivos

Paolo Verdechia
Blood Press Monit 2001;6:323-327
Embora tenha sido utilizada desde a década de 1960, a MAPA teve ampliado o seu uso nos últimos 10 anos.
A grande maioria dos grandes e representativos estudos para sua aplicação, quer para fins diagnósticos, estimativa da eficácia da terapêutica ou de avaliação de prognóstico, data dos anos 1990 até os dias atuais.
Entretanto, uma limitação sempre referida nas diretrizes que normatizam o uso da MAPA é a questão dos níveis de normalidade para os mais diferentes parâmetros obtidos no exame.
A correta interpretação dessas variáveis é, portanto, afeita ao conhecimento dos critérios de normalidade dos dados obtidos.
Apesar da ampla utilização de ambas, a MAPA e a MRPA, esses valores ainda permanecem não totalmente definidos. Para a MRPA valores de 135 x 85 mm Hg tem sido sugeridos como superiores da normalidade.
Nesse estudo, o Dr. Verdechia comenta as limitações decorrentes de poucos estudos prospectivos que avaliaram os riscos determinados por valores de normalidade sugeridos para a MAPA e a MRPA.
Apenas o estudo de Ohasama (Am J Hypertens 1997;10:1201-1207) examinou o papel prospectivo de níveis de pressão para a MRPA. Para a MAPA, ele cita pelo menos 11 estudos prospectivos de centros independentes que avaliaram o prognóstico para diferentes valores de pressão obtidos pela MAPA.
Após essa análise, conclui que uma média de vigília de menos que 135 x 85 mm Hg deva ser considerada normal, enquanto que abaixo de 130 x 80 mm Hg será ótima.
Por outro lado, faz também referência à queda de menos que 10 % entre os períodos de vigília e sono, como sendo um marcador de maior risco de eventos cardiovasculares. Assim, estabelece que haverá maior risco quando a pressão arterial durante o sono for maior que a de vigília.
Também é discutido nesse importante artigo o papel da pressão de pulso acima de 53 mm Hg como marcador adicional de risco cardiovascular.
Outro aspecto discutido, que ainda é polêmico, refere-se ao valor da variabilidade obtida pela MAPA. O autor refere que embora ainda não haja valor de referência de normalidade, no estudo PIUMA (Blood Press Monit 1996;1:3-11) e no estudo conduzido por Sander et al (Circulation 2000;102:1536-1541) foram identificados valores, respectivamente, de 14 e 15 mm Hg. O valor na população desses achados ainda é passível de discussão.
Em conclusão, este estudo oferece a possibilidade de uma ampla e detalhada revisão de todos os estudos de normalidade para os parâmetros obtidos com a MAPA e a MRPA.
Tabelas listando esses valores em vários estudos podem ser obtidas e valerá uma leitura detalhada desse importante artigo.

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