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AOP - Novo paradigma na avaliação da pressão arterial


O diagnóstico da hipertensão, e as avaliações de valor prognóstico das intervenções sobre essa doença, vêm sendo realizados nos últimos 100 anos tendo por base o valor numérico das medidas da pressão arterial periféricas. Desde o final do último século diversos equipamentos utilizando várias metodologias não invasivas, têm propiciado o avanço no entendimento e valorização das medidas realizadas em território central, ou seja, na raiz da aorta.

Com isso também tem se ampliado o conhecimento de que a pressão arterial não pode ser definida apenas por números. Os componentes dinâmicos da pressão arterial começam a ser avaliados por outros determinantes como: pressão de ejeção na raiz de aorta (Pressão Sistólica Central – PSC); o caminho que essa pressão percorre do centro para a periferia, avaliado pela Velocidade de Onda de Pulso (VOP); e, também a onda de retorno ao centro, originada pelo fluxo sangue ao encontrar as diversas bifurcações.

Esses parâmetros quando examinados tornam-se vigorosos marcadores de valor prognóstico e de desfechos cardiovasculares e renais. Também a avaliação da VOP, da PSC e do Augmentation Index (AI) FIG 1, pode já ser considerada como mandatória (desde que haja tecnologia disponível) para avaliar os agravos da hipertensão, e também consolidar diagnósticos.


Na última diretriz da ESC/ESH, a avaliação dos parâmetros centrais toma forma na investigação diagnóstica da denominada espúria hipertensão sistólica do jovem. Sabe-se que o padrão de hipertensão sistólica isolada é um fenótipo peculiar aos pacientes idosos e muito idosos. No entanto, tem se tornado bastante comum o aparecimento de jovens entre 20 e 30 anos, apresentando esse padrão, quando têm a pressão medida na periferia. Seria simplesmente um aumento do débito cardíaco; seria uma alteração provocada pelo precoce enrijecimento da aorta, ou seriam ambas as coisas. Em outras palavras, isso seria um fenômeno benigno ou já revestido de gravidade. A avaliação da pressão central e de seus diversos parâmetros, pode distinguir o espúrio do verdadeiro, e orientar uma abordagem mais adequada que vê além das mudanças do estilo de vida. FIG 2


Outro campo em ebulição é a orientação do tratamento do paciente hipertenso com base nas informações provenientes dos achados da pressão central. Uma terapia antienrijecimento começa a se desenhar, porque se sabe que determinados fármacos, especialmente aqueles com ação vasodilatadora têm ação central e periférica, e outros não. Algumas até podendo determinar mais agravos por uma ação maléfica em território central, como foi demonstrado no estudo CAFÉ, com um betabloqueador.

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