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Apneia do sono e fibrilação atrial

Fibrilação atrial (FA) e Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) são extremamente prevalentes em nosso meio. Muitos fatores de risco são comuns, podendo haver simples coincidência na sua associação. Existe, no entanto, uma parcela significativa de pacientes oligossintomáticos que permanece subdiagnosticada. Nos EUA estima-se que 17% da população adulta apresente AOS, sendo 85% não diagnosticado. A FA, por outro lado, aumenta com a idade e com o sobrepeso, ambos crescentes em nossa população. Cerca de 10% dos pacientes após os 70 anos apresentam FA. Nos últimos anos publica-se cada vez mais sobre ambas entidades e sua correlação, havendo evidências científicas do benefício do diagnóstico e tratamento da AOS na recorrência de FA após variadas terapias. 

A AOS facilita o desenvolvimento da arritmia de várias formas:

  • O efeito mecânico por aumento da pressão negativa intratorácica leva ao aumento do volume atrial, estiramento dos óstios das veias pulmonares e aumento das extrassistoles, podendo ocorrer disfunção diastólica com aumento da massa de VE, fibrose atrial e depósito de colágeno. 

  • O remodelamento elétrico através do aumento da duração e da dispersão da onda P, assim como aumento da atividade simpática e vagal com elevação da FC, redução da Variabilidade da FC e aumento dos disparos rápidos do músculo atrial.

  • Elevação dos níveis de citocinas inflamatórias e  proteína C reativa são característicos da apnéia do sono. 

  • A hipoxemia ativa o sistema nervoso autonômico simpático. 

  • A hipercapnia aumenta o retardo na ativação atrial e causa vasoconstrição arterial pulmonar com aumento da pressão em artéria pulmonar. 

  • O Stress oxidativo e a ativação do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona tem papel relevante no remodelamento atrial.

  • O tratamento da AOS mostra-se benéfico e importante; o uso do CPAP e o grau de severidade da AOS correlacionam-se nitidamente com os resultados de ablação da FA, do isolamento das veias pulmonares, da incidência de FA no pós operatório de cirurgia cardíaca e da cirurgia bariátrica, assim como no sucesso do tratamento de focos alternativos às veias pulmonares na gênese da FA.
A suspeita de AOS em pacientes com FA é importante.  Estima-se que 31% a 50% dos pacientes com FA apresentam AOS. Podemos usar o Holter como  rastreamento de AOS em pacientes com FA paroxística. A busca de um tacograma de RR e de FC sugerindo AOS; um resumo do software de AOS com dados da duração total, duração dos episódios e da severidade dos mesmos pode ser muito útil na indicação da polissonografia e no tratamento da AOS reduzindo a recorrência e as consequências da FA. 

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